Pois é, amigos, já faz algum tempo que não apareço por aqui nem mesmo para dar ou um “oi”, ou um “em breve” ou qualquer coisa do gênero… desde o meu último post, no final de setembro, tenho estado bastante compromissado… mais ou menos naqueles dias começaram as primeiras provas do semestre… ao mesmo tempo, comecei a ter um semestre mais intenso, com compromissos semanais, sem falar, obviamente, dos compromissos com a AuditivA, entre outros… viajei recentemente, tanto quanto mais recentemente passei por momentos críticos com o meu computador… enfim, o tempo estava curto, mas, com o final do semestre chegando, já poderei retomar o ritmo normal das coisas…
… em tempo, o que me motivou a escrever nesse retorno foi um documentário que acabei de ver no canal VH1, chamado Seven Ages of Rock… eu assisti o capítulo referente ao que eles chamaram de Art Rock, na tradução chamado de Rock Teatral… entretanto, ainda que música seja arte, e nisso não há discussões, a proposta do programa foi mostrar quando começou a mistura de artes, sejam visuais, sejam teatrais e etc., e que acabou gerando quase que um gênero dentro do rock…
… diferentemente da maioria dos documentários que já tinha visto, com idéias soltas, sem conexões históricas, e com títulos pretensiosos, como esse também tem, o Seven Ages of Rock aprofunda a temática, vai na raiz daquilo que mobilizou grandes ícones do rock, muito embora, pelo menos nesse capítulo, a perspectiva quase que toda venha do rock inglês… depois de ter visto esse capítulo, mal posso esperar por ver os outros…
… nesse episódio, em especial, trataram o Pink Floyd como gênese do Art Rock, muito mais, no início da carreira da banda, pelas experimentações feitas e por tudo o que Syd Barret significou nos fatos seguintes… como, por exemplo, tendo sido uma influência marcante na busca pelo “teatral” de David Bowie… entretanto, foi depois de ouvir Velvet Underground, em uma viagem aos EUA, que Bowie achou a sua sonoridade… mais tarde, apareceu outro ícone, uma banda que reconheço que nunca tinha ouvido falar, Roxy Music, até que se chega nas performances de Peter Gabriel, com o Genesis (uma das grandes surpresas pra mim, pois não sabia dessas performances), também bastante influenciado pelas “viagens” ou “figuras visuais” do tempo de Syd Barret… ainda, enquanto tudo isso acontecia, o Floyd seguia suas experimentações, no que redundou no grande trabalho comercial da banda, o The Dark Side of the Moon (falo em grande trabalho comercial, pois, para este que vos escreve, o melhor trabalho da banda é The Wall… sim, eu sei, sou uma voz isolada… hehehe)… ao final, fala-se também de The Wall e do papel do Pink Floyd por conta dos mega-show´s, super teatrais, ainda que eles não “atuassem” como atuavam Bowie e Gabriel… enfim, pela síntese dá para ver que o programa é sensacional…
… das coisas que mais me entusiasmaram, devo confessar que foi conhecer Velvet Underground uma delas… nunca tinha parado para ouvir direito a banda, e, enquanto escrevo esse texto, é só o que estou ouvindo… até agora, só ouví músicas excelentes… ;]
… como não poderia ser diferente, segue abaixo alguns vídeos do programa… acho que vão agradar quem gosta de rock… hehehe
Abraços…
3 comentários:
Bah, em relação à discussão sobre o darkside e o wall, a questão merece dissertações. Na minha humilde opinião de FÃ, digo que são coisas BEM diferentes (dã, que descoberta...). Dizer que o darkside é comercial, é complicado. Comercial quando? Hoje? Na década de 70, quando foi lançado, me parecia muito mais lisérgico e inovador (até mesmo em relação ao próprio pink) do que propriamente comercial. Já o the wall é Roger Waters puro (não sei se me fiz entender com isso!!)
Em relação ao rock art, tem muito mais coisas além destes: não dá para esquecer do osbourne, do david bowie e do manson, entre tantos outros.
Deve ter sido bem interessante o programa!
abraço
Então, dando uma nova lida no meu texto, percebí que o "comercial" realmente não estava muito claro... quando falei em sucesso comercial, não me referia ao fato do The Dark Side of the Moon ter sido feito com concepções sonoramente comerciais, que até era um conceito em formação na época... com sucesso comercial queria falar do sucesso de vendas, do valor comercial que o álbum adquiriu, sendo um dos mais vendidos de todos os tempos... The Wall não está nesse patamar comercial, de aceitação imensurável do público, muito embora seja um álbum de sucesso, mas é o meu preferido, o que possui músicas e conceitos que me chamaram mais a atenção... hehehe
... espero ter me explicado melhor... ;]
Abraços!
Com certeza, até porque o the wall não é um disco fácil de ouvir, por isso não foi tão massificado; é como uma ópera (rock)!!
abç
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