segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Nesses tempos de reflexão…

Final do ano… época que costumeiramente grande parte do povo se pega pensando no ano que passou, nas coisas que deseja fazer no próximo ano, entre outras coisas…

… esses dias, num dos meus momentos de devaneio total, comecei a pensar no meu ano, especialmente no meu retorno à faculdade… e uma das coisas que lembro ter me chamado muito a atenção foi o fato da minha Universidade, a Unisinos, ter procurado “modernizar” sua pedagogia, preparando mais o homem, quem sabe o pensador, que mesmo o técnico, ainda que a Universidade seja referência em qualidade de corpo docente e afins… ou seja, não estou dizendo que saem homens, mas mal profissionais, mas sim que saem homens além de bons profissionais…

… e isso pude perceber em todas as minhas cadeiras… Direitos Humanos e da América Latino (faço curso de Direito) é cadeira obrigatória na Unisinos… por outro lado, Tributário II, uma cadeira meramente técnica, também teve esse tipo de abordagem… ou seja, o que me fez, em determinada época, sair da PUC, parece cada vez mais mostrar que a minha decisão de ir à Unisinos foi a mais acertada possível…

… agora, isso me fez pensar em como estaria a pedagogia dos graus de formação, especialmente o 1º grau… conversando com algumas pessoas, amigos meus que são pais, assim como os filhos, pude constatar que, ao que parece, ainda que muito tenha mudado no mundo desde o meu 1º grau, nem tanto assim mudou nas escolas, o que me parece um sinal vermelho dos mais reluzentes… alguns amigos me disseram que nas creches existiam iniciativas mais interessantes, mas que depois brecavam no conservadorismo das escolas… incrível, né?…

… ok, eu sei, hoje muitas escolas têm computadores e internet (mas nem todas)… mas e além disso? O que poderia ser diferente na pedagogia dos nossos tempos? E não escrevo isso como forma de criticar meus amigos professores, longe disso… muitas vezes os professores são mais progressistas, já os diretores de escolas nem tanto, e pode estar aí uma das explicações, afinal, será que basta apenas grandes mestres, grandes teóricos? É disso que precisamos na vida? A sociedade precisa de mais técnicos que seres pensantes?…

… é claro que deixo patente um pouco do que penso, mas acho que uma reflexão mais profunda merece destaque, não apenas desse blog, mas de meios de comunicação de massa… os tempos mudaram, e muito, nos últimos 20 anos… as crianças estão cada vez mais diferentes/rápidas/inteligentes a cada década/ano… mas e como educá-las?… incrível como parece que se banaliza esse assunto, ou pelo menos que se considere pequeno ou indiferente, como se isso fosse apenas “responsabilidade das escolas”… e a responsabilidade dos pais? Será que eles também não poderiam propor esse tipo de coisa nas reuniões de pais e mestres (ou qualquer que seja)? Creio que sim, afinal, parece-me que a resposabilidade é solidária entre ambos…

… curiosamente, poucos dias depois de pensar no assunto, recebí um email sobre um escola de Porto Alegre que aposta num método de ensino diferente… se é bom ou não, eficiente ou não, eu não sei, mas me agrada que exista algo diferente… quem quiser conhecer um pouco sobre esse método, assista o vídeo abaixo…

Abraços e até a próximo…  ;]

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

E se a SUA CASA encolhesse?

Essa postagem é apenas para refletir… viu, Obama?!?!

 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pelo visto não sou só eu…

Depois que comecei a ser “roubado” pela NET, confesso que vejo cada vez menos programas dos canais abertos… e isso que já faz uns 9 anos que sou “roubado”… entretanto, alguns eu ainda procurava assistir… dos mais atuais, gosto de ver o Profissão Repórter, o CQC, e até mesmo o Pânico… hehehe… daqueles que eu procurava seguir assistindo, nos idos de 2001, estava o Programa do Jô…

… mas de muitos anos pra cá não tenho mais suportado ver o Programa do Jô… a cada ano que passa, parece, pelo menos pra mim, que o programa é cada vez pior… e pior… e pior…

… contudo, sempre achei que isso fosse uma opinião isolada, até que encontrei o texto que segue abaixo e que retrata muito bem o que penso sobre o programa… o texto é de autoria de Mário Bortolotto, mas foi retirado de outro lugar: http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=100 … o responsável por esse site informa que o original foi retirado do blog do Bortolotto (http://atirenodramaturgo.zip.net), mas como não achei o original nos arquivos do blog, achei melhor informar de onde tirei de verdade… leiam e vejam se o Programa do Jô, e o próprio Jô, não é o retrato descrito no texto…

 

Anti-Jô Soares

Mário Bortolotto

Tô doente e meu humor não anda bom. Então, insone e rabugento, resolvo assistir ao Programa do Jô. É claro que meu humor não vai melhorar.

Então, vejamos. O Jô Soares entrevistou a Mel Lisboa. Pelo pouco que conheço, gosto dela. É uma garota tranqüila. Participou da montagem de um texto meu no Rio de Janeiro. Uma montagem feita na base da "brodagem", sem grana, etc. Mas, na entrevista, ela não falou muita coisa. A Fernanda D'Umbra escreveu um post no blog dela falando sobre o fato de as atrizes não serem exatamente levadas a sério em uma entrevista.

Vendo a entrevista da Mel, tenho de concordar com a Fernanda. O Jô só ficava falando o quanto ela era bonita e querendo saber sobre as fotos da Playboy. Na real: não conheço intimamente a garota e não sei se ela tinha algo realmente importante a dizer, mas o que eu sei é que o entrevistador não ajudou em nada. Assim, fica difícil. Quero ver a hora em que uma atriz tiver a manha de dizer algo do tipo: “OK, você já falou como eu sou bonita. Agora que tal me fazer alguma pergunta decente?”

Mas isso é típico do Jô. Quando vai um roqueiro lá, ele só fica querendo saber das tatuagens do cara ou do corte de cabelo excêntrico. Acho que também tinha que ter a manha de dizer: “Tá legal, Jô. Agora que tal a gente falar um pouco da minha música?” Desse jeito, fica difícil.

Mas voltando à entrevista da Mel, ela disse que suas fotos na Playboy foram inspiradas na interpretação que Ornella Mutti fez da personagem Cass no filme Crônica do Amor Louco, baseado na literatura de Charles Bukowski. Ela não disse exatamente isso. Eu que tô dizendo.

Mas, enfim, não é isso que eu quero falar. O que acontece é que aí o Jô colocou uma cena do filme no telão e demorou pra reconhecer o filme. Sei lá, acho que o ponto dele tava dormindo. O que eu acredito é que, quanto mais o sujeito ganha dinheiro, menos tempo ele vai tendo pra procurar se informar. Porra, o filme é um clássico. Pra mim, é a mesma coisa que passar uma cena de Gene Kelly dançando com o guarda-chuva e o figura não reconhecer de que filme se trata. Desculpa aí.

E aí ele entrevistou o Celso Frateschi (nosso secretário de Cultura). Eu não sou exatamente o mó entusiasta do trabalho que o Celso vem fazendo na Secretaria, mas o Jô podia ter deixado o cara falar um pouco. Parece que o Jô tava perturbado com um patrocínio que ele perdeu, sei lá. E aí chamou o Secretário e ficou monologando. Chato pra caralho.

E não esquecer que antes o Jô fez questão de frisar que a Maria Adelaide Amaral havia dito que o Celso era um excelente ator. Na boa, o Jô devia ir mais ao teatro. O Celso é realmente um excelente ator, mas tá um tempão na estrada. Como é que um sujeito, que se diz tão informado quanto o Jô, nunca viu um trampo do Celso? E olha que o cara ainda faz TV de vez em quando. Será que o Frateschi tem que mandar um video book com o trabalho dele pro Jô?

E aí ele entrevistou um cara que escreveu um livro sobre o Elvis Presley. No final, Mr. Jô fez questão de fazer sua análise sobre o trabalho de ator de Elvis, deixando claro que o Rei do Rock, como ator, era muito ruim. Mas não conseguia falar nenhum nome de filme do Elvis. E, na hora em que passou o trechinho de um no infalível telão, era justamente um filminho bobo (Girls, Girls, Girls), com Elvis dançando com uma garota (me parece que mais numas de mostrar o quanto o apresentador estava certo).

Porra, eu também não acho o Elvis um grande ator. Mas o cara tinha carisma. Com um pouco mais de trabalho, e fazendo os filmes certos, eu acho que o Elvis levava jeito. Os primeiros filmes são bem legais. O Jô não conseguia lembrar de nenhum. Acho que ele só viu a fase do Hawaii, que é tudo a mesma merda. Bem, então lá vai (vou fazer o trabalho que o ponto do Jô devia ter feito): Love Me Tender, Loving You, Jailhouse Rock e o ótimo King Creole, com direção de Michael "Casablanca" Curtiz. Ainda teve o bom Flaming Star, citado pelo escritor no programa do Jô, e logo repudiado pelo apresentador.

E o mais engraçado é ver que essa análise é feita justamente por um cara que apresenta um programa de entrevistas, mas fala mais que o entrevistado. É comediante, mas não tem a menor graça. Alguém ri daquelas piadas que ele conta no começo do programa? Diz que é artista plástico (caramba). Escreve uns livros ruins pra cacete. E aí, Mirisola, quando é que você vai falar da literatura do Jô? Esquece o Chico Buarque um pouco e redireciona sua artilharia. O cara tá merecendo. Daqui a pouco ele também ganha algum prêmio que devia ser seu. Toca trompete, mas, convenhamos, toca mal pra caralho. Só mesmo contratando uma banda pra tocar com ele.

Lembro de uma entrevista com o João Donato e o Jô insistindo que o João tocava um determinado instrumento (não me lembro se era sax). O João, grande músico que é, e em sua simplicidade, retrucou: "Não, Jô. Eu não toco, não. Quer dizer, toco assim, como você toca trompete. Nada sério". O clima de constrangimento foi um show à parte. Não é por nada, não, mas tá difícil assistir ao programa do cara.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Voltando à ativa…

Pois é, amigos, já faz algum tempo que não apareço por aqui nem mesmo para dar ou um “oi”, ou um “em breve” ou qualquer coisa do gênero… desde o meu último post, no final de setembro, tenho estado bastante compromissado… mais ou menos naqueles dias começaram as primeiras provas do semestre… ao mesmo tempo, comecei a ter um semestre mais intenso, com compromissos semanais, sem falar, obviamente, dos compromissos com a AuditivA, entre outros… viajei recentemente, tanto quanto mais recentemente passei por momentos críticos com o meu computador… enfim, o tempo estava curto, mas, com o final do semestre chegando, já poderei retomar o ritmo normal das coisas…

Seven Ages of Rock … em tempo, o que me motivou a escrever nesse retorno foi um documentário que acabei de ver no canal VH1, chamado Seven Ages of Rock… eu assisti o capítulo referente ao que eles chamaram de Art Rock, na tradução chamado de Rock Teatral… entretanto, ainda que música seja arte, e nisso não há discussões, a proposta do programa foi mostrar quando começou a mistura de artes, sejam visuais, sejam teatrais e etc., e que acabou gerando quase que um gênero dentro do rock…

… diferentemente da maioria dos documentários que já tinha visto, com idéias soltas, sem conexões históricas, e com títulos pretensiosos, como esse também tem, o Seven Ages of Rock aprofunda a temática, vai na raiz daquilo que mobilizou grandes ícones do rock, muito embora, pelo menos nesse capítulo, a perspectiva quase que toda venha do rock inglês… depois de ter visto esse capítulo, mal posso esperar por ver os outros…

… nesse episódio, em especial, trataram o Pink Floyd como gênese do Art Rock, muito mais, no início da carreira da banda, pelas experimentações feitas e por tudo o que Syd Barret significou nos fatos seguintes… como, por exemplo, tendo sido uma influência marcante na busca pelo “teatral” de David Bowie… entretanto, foi depois de ouvir Velvet Underground, em uma viagem aos EUA, que Bowie achou a sua sonoridade… mais tarde, apareceu outro ícone, uma banda que reconheço que nunca tinha ouvido falar, Roxy Music, até que se chega nas performances de Peter Gabriel, com o Genesis (uma das grandes surpresas pra mim, pois não sabia dessas performances), também bastante influenciado pelas “viagens” ou “figuras visuais” do tempo de Syd Barret… ainda, enquanto tudo isso acontecia, o Floyd seguia suas experimentações, no que redundou no grande trabalho comercial da banda, o The Dark Side of the Moon (falo em grande trabalho comercial, pois, para este que vos escreve, o melhor trabalho da banda é The Wall… sim, eu sei, sou uma voz isolada… hehehe)… ao final, fala-se também de The Wall e do papel do Pink Floyd por conta dos mega-show´s, super teatrais, ainda que eles não “atuassem” como atuavam Bowie e Gabriel… enfim, pela síntese dá para ver que o programa é sensacional…

… das coisas que mais me entusiasmaram, devo confessar que foi conhecer Velvet Underground uma delas… nunca tinha parado para ouvir direito a banda, e, enquanto escrevo esse texto, é só o que estou ouvindo… até agora, só ouví músicas excelentes… ;]

… como não poderia ser diferente, segue abaixo alguns vídeos do programa… acho que vão agradar quem gosta de rock… hehehe

Abraços…