quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Tomada “A” Decisão

martelo Um dia depois que eu criei este blog, mais precisamente no dia 28.11.2008, postei um texto importante, pelo menos pra mim, sobre um importante e decisivo momento da minha vida... o texto, chamado TOMADA DE DECISÃO (quem não o leu, pode lê-lo aqui: http://miltonmorales.blogspot.com/2008/11/tomada-de-deciso.html), expressava uma certa angústia que eu tinha naquele momento, pois ensejava a necessidade d´eu tomar uma decisão frente à uma situação que eu estava vivendo... por isso, no texto procurei refletir um pouco sobre como decidir e o que pode ensejar uma decisão difícil, mesmo que isso se dê de uma forma técnica, “escolada” e “não-sensitiva”... hehehe

... ao final daquele texto, me comprometí a postar quase que imediatamente outro texto, tão logo eu tivesse tomado uma decisão, contando “como foi”, “o que era” e etc.... a verdade é que o raio da decisão se deu poucos dias depois da publicação do texto, mas, ironicamente, somente hoje, exatos 2 meses depois, sento para escrever sobre o assunto...

... neste exato momento, escrevendo essas primeiras linhas, me pego questionando-me qual a razão para esse atraso, afinal, nem eu me convenço da falta de tempo e de outras justificativas costumeiras para explicar isso... no início, como fiquei viajando boa parte do mês de dezembro, eu realmente tinha dificuldades para poder sentar e escrever esse texto, mas depois do meu retorno, pouca coisa justificaria isso... sei lá, não é algo que me incomoda, é só uma reflexão que me ocorreu nesse exato instante...

... bom, decididamente não há outra forma de começar que não pela situação que gerou o momento de impasse e dúvida, portanto, vamos à ela... hehehe

... então, os amigos mais próximos sabem, àqueles que não me conhecem certamente não, mas há algum tempo eu toco violão e guitarra, mais precisamente desde o Natal de 1992, quando ganhei meu primeiro violão... nessa época, até novembro de 1995, mais precisamente, eu era “violeiro”, ou seja, pegava meu violão, escolhia algumas músicas a dedo e ia para rodas de amigos, luaus e até mesmo na frente do meu prédio “fazer a minha parte”, se é que vocês me entendem... hehehe

.... entretanto, em novembro de 1995 tudo mudou num simples e costumeiro convite, que me fez deixar de ser “violeiro” e querer ser músico (mesmo que até hoje músico não-profissional), que foi quando dois ex-colegas de primeiro grau me procuraram para montarmos uma banda...

... com o início da banda, mais tarde batizada oficialmente de Sulfuria, me interessei por música de outra forma, menos como ouvinte, e mais como músico... não foi um processo rápido nem mesmo imediato, mas aos poucos, na mesma medida e tempo em que a banda evoluía...

... durante esse processo houve diversos momentos importantes, sendo o mais importante deles, sem dúvida alguma, um em que a formação da banda na época resolveu fazer o último ensaio, para acabar a banda solenemente, vez que tocamos como nunca, o que nos fez mudar de idéia e seguir com a Sulfuria, mas em outra “tocada”, mais “profissional” e/ou com mais dedicação que a que dávamos até então, o que significou, pelo menos pra mim, decidir me preparar para ser um músico verdadeiramente mais completo e melhor em todas as áreas do meu instrumento e de toda a banda...

... em 1995, quando a banda começou, eu tinha 16 anos... bom, até os dias de hoje, quando tenho 29 anos, a música é minha fiel companheira... agora, imagine como essa companheira poderia ter sido e quão efetivamente não foi importante desde os meus 16 anos? A música me ajudou muito, em bons e maus momentos, e em todos eles, desde os meus 16 anos, foi a única companheira que passou por tudo juntamente comigo... sei que parece piegas escrever assim, e talvez eu achasse o mesmo lendo um texto do gênero de outra pessoa, mas é verdade, acreditem... ;]

... o que não é comum nesse ciclo de vida em que a música importa tanto ao músico é o músico ficar muitos anos numa mesma banda, e no meu caso, até o início de dezembro de 2009, em tudo que aconteceu comigo tive como parceira a música e como convidado ilustre a banda, a mesma durante 13 anos... ou seja, a música ser importante para o músico é clichê, mas uma banda, bom, aí só tendo uma história importante/relevante... e realmente tem...

... o músico que construo todo dia em mim, seja tecnicamente, auditivamente, sensitivamente e etc., precisa de um lugar para expressar isso, e geralmente é numa banda que isso se processa... portanto, durante 13 anos tudo se processou no mesmo lugar, embora nem sempre com as mesmas pessoas, salvo uma delas, que conheço, toco e é um grande amigo há 11 anos...

... além disso, juntamente com esse amigo, eu pensava na banda diariamente, nos processos de evolução, mudanças de perfil e sonoridade, composições e etc., ou seja, como se não bastasse ser “pai”, eu participava... hehehe

... tudo isso que escrevi, pelo menos pra mim, mostra um pouco da importância da música na minha vida e da Sulfuria na minha construção como músico e pessoa em todos os sentidos... não é nem foi pouca coisa, tenham certeza disso...

... à quem tiver tido saco de chegar até aqui, eu pergunto: imagina como seria, repentinamente, considerar a hipótese de sair dessa banda? Provavelmente não seria uma decisão fácil, especialmente por causa do enlace emocional envolvido, certo? Pois é, foi justamente por esse dilema que eu passava naquele 28.11.2008, quando escrevi o texto TOMADA DE DECISÃO, em que, de alguma forma, buscava um jeito, mesmo que metódico, que me ajudasse a pensar sabiamente no assunto...

... claro, o herói que chegou até aqui deve estar querendo saber porque raios eu tive de considerar essa hipótese, não é verdade? Ok, tentarei explicar sucintamente... hehehe

... apesar de toda ligação emocional e de ser o único membro fundador da Sulfuria até dezembro de 2008, nunca me coloquei em pé de superioridade em relação aos outros membros, fossem quem fossem, nem mesmo fiz valer uma eventual prerrogativa que de alguma forma eu tivesse para tomar decisões pontuais... nada disso... o cara que entrasse na banda imediatamente tinha os mesmos direitos e deveres que eu tinha, e isso sempre era dito, geralmente por mim mesmo...

... em razão dessa postura, de algumas pessoas que passaram pela Sulfuria havia uma dúvida em relação ao seguinte: “se houvesse algum sério atrito, criando uma situação complicada dentro da banda, como seria? O Milton decidiria e pronto, inclusive pela saída de algum membro, ou se incomodado, se retiraria, como preceitua um velho ditado?”... pois bem, o Milton se retiraria, e foi isso que fiz no final do ano passado...

... apesar de estarmos num momento interessante pra banda, gravando um novo e promissor material, no último 1 mês/1 mês e meio que antecedeu a minha saída, a convivência entre os membros da Sulfuria ficou inexplicavelmente muito ruim... ninguém se entendia mais... houve divisão de grupos (um deles para defender tão somente os seus interesses, e não os da banda) e etc.... foi incrível, quase como um mal súbito, pois aquilo fez a banda implodir, a ponto d´eu ter saído num domingo, outros dois membros poucos dias depois e, então, oficial e não solenemente, a banda terminar depois de 13 anos...

... pode parecer exagero, mas decidir sair da banda foi uma das decisões mais difíceis da minha vida... eu até não me preocupava com o futuro ou coisas do gênero, até porque isso não faz parte do meu perfil, mas a sensação era similar a de um relacionamento longo com sérios problemas, pois eu queria e esperava que houvesse alguma forma das coisas se resolverem, ainda que cada vez que me programava e dava “a última chance” (e não foram poucas) algo ruim acontecia... e, claro, não dá para ficar dando “murro em ponta de faca” sempre... uma hora temos de entender o que a vida quer nos dizer, e, em determinado momento, eu resolvi aceitar o que ela me dizia...

... eu costumo ser um cara bem decidido, e não foi diferente dessa vez, ainda que decidir tenha sido muito mais difícil que de costume, tanto que, no momento seguinte ao minuto em que a banda se dissipou depois da reunião do anúncio da minha saída, não lamentei nem tive qualquer sensação de arrependimento... até hoje não tenho nem nunca tive essa sensação... o difícil foi decidir, mas, depois de TOMADA “A” DECISÃO, o negócio é seguir a vida e “bola pra frente”...

... hoje em dia, eu e esse amigo/companheiro de 11 anos de banda estamos começando um projeto novo, com outro som, outros conceitos, enfim, um projeto totalmente diferente do da Sulfuria... está sendo um recomeçar pra mim, pois estou tendo de reaprender e aprender a tocar muita coisa diferente, em gêneros musicais diferentes, com sonoridades diferentes, mas ainda assim, como todo começo, está sendo inspirador... os ensaios que temos feito, somente os dois (ele é baterista), têm nos dado um “tesão de tocar” que há algum tempo não tínhamos, o que, posso falar por mim, embora eu saiba que ele compartilha da mesma opinião, me faz ter 110% de convicção na decisão que tomei... realmente tenho estado muito mais feliz com esse lado, que como deixei claro no início deste texto, é um lado muito importante da minha vida... aliás, depois dessa experiência descobri que eu sou um cara que precisa cuidar de corpo, mente e música para viver bem... “só” corpo e mente “sã” não são suficiente... hehehe

... por conta desse novo projeto tenho ouvido muita coisa e, claro, por conta dessa história toda me parece óbvio porque até hoje só fiz uma postagem de “O que estou ouvindo”, enquanto já fiz 5 postagens de “O que estou assistindo”... portanto, fiquem atentos, porque em breve virão muitas postagens com boas dicas de bandas e músicas... aguardem... hehehe

Abraços!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Obamania, Obamamania ou Obama-mania?

shepard-fairey-barack-obama Barack Obama, decididamente, é um nome pra história que parece nem precisar mais fazer história, afinal, o que se pode dizer desse fenômeno carismático? Decididamente, nos autos, ainda costa muito pouco, pois pouco ou nada se sabe dos seus feitos no Senado Americano, que parecem ter sido realmente poucos, já que, segundo um documentário que ví recentemente no canal GNT, desde que entrou no Senado ele já se preparava para as prévias presidenciais (seja lá de qual ano)… agora, decididamente pros anais ficará a dúvida, pois como chamaremos esse momento da história da humanidade: de Obamania, Obamamania ou Obama-mania?…

… claro, o “como chamar” é o de menos, e nem quero me apegar a isso, pois seria o minimalismo do minimalismo da minha parte, mas a verdade é que, pelo menos pra mim, impressiona o fenômeno, que não é só local, do americano que deseja se ver livre dos estigmas dos 8 anos do Governo Bush, ou Cheney, vai saber, mas é sim um fenômeno mundial…

… naturalmente, e entendo que não possa ser diferente, qualquer movimento dos EUA interessa e tem de interessar o resto do mundo, mas o interesse por Barack Obama é diferente, não é do tipo politizado, mas do tipo carismático, algo que, e nem defendo isso, o congraça realmente como uma figura de liderança mundial, não pela investidura de seu posto, o de presidente dos EUA, mas pelo carisma, pela forma como suas palavras chegam aos ouvidos do mundo…

… até aqui pode parecer que eu esteja cético quanto à tudo que Obama significa, o que não é verdade… eu, como grande parte do mundo, acredita que Obama será diferente e poderá ser um divisor de águas, só que, gato escaldado que já sou, prefiro esperar e ver como ele se sairá, afinal, os desafios não são pequenos, a começar por ter de resolver o problema da economia americana, e porque não, da economia mundial…

… pessoalmente, minha expecativa nem passa por essas questões mais pragmáticas de qualquer governo, mas sim pelo que suas decisões significarão, especialmente no âmbito diplomático, das relações com o mundo, afinal, e talvez essa seja a grande frase do seu discurso de posse, Obama bem pontuou que “o mundo mudou e precisamos mudar com ele”… quem conhece um pouco da cultura americana sabe que essa frase tem um impacto muito grande, e tem mesmo, tanto que é dela que espero mais de Barack Obama…

barack-obama-is-superman … ontem, quarta-feira, por acaso assisti um pouco do programa de Oprah Winfrey, transmitido nos EUA na segunda-feira, que mostrava pessoas comuns e grandes celebridades falando das suas expectativas e da sensação de esperança que Obama lhes passa… decididamente não é pouca coisa… é trabalho para um verdadeiro super-homem, porque, não esqueçamos, o fenômeno é efêmero, e foi criado por conta das suas promessas e das expectativas que lhe foi confiado… o mito, por outro lado, é feito das suas realizações, e, tomara, Obama se torne um verdadeiro mito…

… da minha parte, por enquanto, além do encantamento que o mundo tem por Obama, inclusive de amigos meus que queriam ver sua posse, sem nunca terem visto posse alguma de político algum do Brasil, fico me perguntando, será Obamania, Obamamania ou Obama-mania?… hehehe

Abraços à todos…

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O que estou assistindo – PARTE 5

Para finalizar a lista de filmes que assisti na minha recente viagem de final de ano, seguem os dois últimos, ou pelo menos os últimos que lembro, pois realmente assisti muitos filmes… hehehe

tesouro … o primeiro filme é A Lenda do Tesouro Perdido – Livro dos Segredos, sequencia do filme A Lenda do Tesouro Perdido…

… então, lembro-me bem das circuntâncias em que ví o primeiro filme: a minha namorada estava viajando e na noite de sábado (obviamente… hehehe) resolví pegar 3 filmes… na falta de opções, porque na época assistia ainda mais filmes que hoje em dia, o peguei por indicação do dono da locadora… e fiquei positivamente surpreso, pois o assisti no domingo à tarde (casualmente o ví novamente ontem no mesmo dia e horário… hehehe) e me entreti bastante… o filme é bacana, inteligente, possui bons atores e funciona muito bem, tanto que foi lançado, à época, de forma despretensiosa, e mesmo assim fez muito sucesso…

… a sequencia, Livro dos Segredos, tendo em vista o inesperado sucesso do primeiro filme, já foi lançado como um verdadeiro blockbuster e, obviamente, cheio de expectativas, incluindo-se aí as minhas, pois eu realmente tinha gostado do primeiro filme…

… infelizmente, ainda que tenha achado interessante, Livro dos Segredos teve a seu mal agouro o sucesso do primeiro filme, pois nunca é muito fácil fazer algo comparado à outro que já tenha provado sucesso, e, por conta disso, ficou aquém do primeiro filme… explico melhor: basicamente o filme se centra na busca da explicação da conspiração que resultou na morte Abraham Lincoln, de repente atribuída ao tataravô de Benjamin Gates, o protagonista interpretado por Nicolas Cage… para limpar o nome da família, Benjamin Gates segue uma série de pistas, nos mesmos moldes daquelas do primeiro filme… na minha opinião, o filme se perde justamente naquilo que movimenta o filme: as pistas… as pistas são complexas, as operações para chegar nas pistas seguintes, como conseguir entrar no Salão Oval Casa Branca, são ainda mais complexas, e tudo parece muito fácil e rápido no filme, tirando-lhe aquilo que no primeiro filme tinha muito, ou seja, credibilidade nas pistas, descobertas e soluções delas…

… já conversei com alguns amigos que viram o filme, e de uma forma geral eles não compartilham da minha opinião… mesmo assim, eles tendem a achar o primeiro filme melhor, mas gostam bastante do segundo… eu não sei explicar muito bem, mas acho que esperava demais do segundo filme, e nem sei o porque… eu não diria que o Livro dos Segredos é um filme ruim, mas decididamente me incomodou a velocidade como coisas tão complexas eram resolvidas… reconheço que as teorias do filme são ótimas e instigantes, mas a velocidade como são desvendadas e resolvidas é que é o problema pra mim… seja como for, recomendo assistir, pois, sem dúvida alguma, é possível se entreter com o filme… hehehe

 

poster-hancock

… o segundo filme, tenho de reconhecer, foi um que sempre  me fez virar o nariz, mas que acabei assistindo por necessidade, digamos assim… hehehe… ah, sim, o filme é Hancock…

… trocando em miúdos, o filme conta a história de um “super-herói anti-herói”… complicado? Explico melhor: ele salva a cidade, mas do jeito que lhe convém… por exemplo, ele evita um assalto, ainda que destruindo prédios e ruas… quem o provoca é duramente punido, ainda que uma criança, ou seja, ele ajuda o povo, mas de forma indiferente às pessoas, e, obviamente, isso acaba gerando uma grande repulsa da população ao “herói da cidade”… certo dia, ele salva um relações públicas, que depois procura ajudá-lo para que tenha uma imagem melhor perante à população…

… o que torna o filme interessante, que como disse, comecei assistindo de nariz virado, mas que acabei achando muito bacana, é justamente a parte emocional que envolve a falsa-indifereça do herói à população… além disso, ele é um herói que não sabe de onde veio, não sabe porque é diferente das pessoas, até que encontra uma pessoa como ele…

… eu realmente recomendo o filme, até porque tenta algo novo… e, além da boa proposta, o filme é bom sim, sem falar, e me desculpem as mulheres que se sentirem ofendidas por esse comentário, que a Charlize Theron está mais linda do que nunca… hehehe

… aos interessados, segue abaixo o trailler legendado dos filmes… e, claro, não esqueçam, apenas escreví a minha opinião… o mais importante é cada um ter a sua… vejam os filmes e depois comentem aqui, concordando ou não comigo… hehehe

Abraços!

 

domingo, 11 de janeiro de 2009

O que estou assistindo – PARTE 4

007 Ontem eu estava conversando com amigo, e entre uma cerveja e outra, conversamos um pouco sobre o novo 007, o Quantum of Solace...

... pessoalmente, sou fã fervoroso de 007... se começa a passar qualquer filme do 007, e eu tenho como parar pra ver, paro tudo e fico lá assistindo o filme como se fosse a primeira vez... como todo o fã, tenho meu James Bond preferido, que não é o Sean Connery, embora ele seja o meu segundo preferido, muito próximo do primeiro...

.. agora, ainda que o meu terceiro preferido, anteriormente, fosse Pierce Brosnan, tenho de reconhecer que hoje ele perdeu esse posto para o atual James Bond, Daniel Craig, por uma razão que ainda não sei qual é... por um lado, ainda vejo Pierce Brosnan com mais cara de James Bond, nos moldes do personagem concebido nos idos de 1953, por Ian Fleming, e imortalizado a partir do primeiro filme por Sean Connery, em 1962, mas por outro lado acho que existem mais nuances nos filmes e na personagem principal desde que Daniel Craig assumiu o posto de novo Bond...

... pensando um pouco mais sobre o assunto, me parece que o que me faz preferir Daniel Craig, hoje em dia, sejam três razões: 1) os roteiros dos dois filmes feitos por ele são muito melhores que o de qualquer filme feito pelo Pierce Brosnan; 2) me parece que, de uma forma geral, o Daniel Graig é muito mais ator que o Pierce Brosnan, motivo pelo qual com ele se conseguiu abordar mais facetas do James Bond; 3) quem não conhece Daniel Craig além dos filmes de 007, talvez não saiba que ele costuma fazer filmes “lado B”, menos pelas questões de orçamento, mas mais pela maior riqueza de roteiros, que normalmente não conseguem ser blockbuster´s na maioria dos mercados, especialmente o americano... por essa razão, ele procura mais do personagem que o óbvio e, desde o início, foi o principal provocador para que James Bond fosse além daquilo que já se via há pouco mais de 40 anos...

... dessa forma, viu-se no filme Cassino Royale, curiosamente, pra quem não sabe, o primeiro livro em que Fleming conta a saga de James Bond, um agente mais cru em todos os sentidos (algo normal para um agente novo), e portanto mais vulnerável, algo que Craig queria desde o início, e que conseguiu com brilhantismo, na minha opinião, pois o filme é ótimo e, claro, tem uma bondgirl maravilhosa, a belíssima Eva Green...

... Quantum of Solace, que apesar de algumas críticas dos fãs, tem se saído quase tão bem nas bilheterias quanto Cassino Royale, é uma continuação deste último, e não compreender e entender isso, sob o prisma da crueza emocional empregado nele, fará com que, na minha opinião, algumas opiniões fiquem um pouco vazias, restritas à coisas do tipo “agora o 007 é mais violento”; ou “ele não é mais conquistador como antes”; entre outras coisas do gênero...

... eu estou tentando não contar o enlace que há de um filme ao outro para que àqueles que não viram Cassino Royale vejam, e depois assistam Quantum of Solace sob esse prisma, o da crueza emocional do agente, recentemente um “00” (o “00” é a categoria de agente com licença para matar – Bond seria o sétimo com essa licença), que busca no segundo filme nada além de vingança por conta de um importante evento ocorrido em Cassino Royale...

... para não deixar de postar alguma opinião sobre o filme em destaque, eu acho Cassino Royale melhor que Quantum of Solace, apenas porque Quantum aborda de forma muito complexa uma organização criminosa de proporção inimaginável… em alguns momentos, essa complexidade faz o filme se perder em si mesmo, ficando um pouco confuso, tanto no final acaba-se tendo de buscar a solução mais simples, o que combina pouco com a complexidade que se via no curso do filme...

... apesar dessa consideração, o filme é muito interessante, mas mais interessante se visto depois de Cassino Royale... isoladamente, sem compreensão prévia daquilo que impulsiona Bond o filme todo, o que só é possível assistindo Cassino Royale, Quantum of Solace torna-se realmente um filme médio, com um Bond irreconhecível, apenas visceral e violento, nem mesmo uma caricatura daquele Bond imortalizado desde 1963... e como há um fundo emocional naquilo que impulsiona as decisões de Bond em Quantum of Solace, já é bom saber que o próprio Craig e os produtores têm falado que no próximo filme teremos mais do Bond de sempre, com mais pitadas de “Sean Connery”... hehehe

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O que estou assistindo – PARTE 3

Bom, depois de quase 3 semanas viajando, hoje retorno à Porto Alegre para, enfim, começar o ano de 2009… entretanto, como ainda estou organizando as minhas coisas, o tempo que me resta ainda é para indicar mais um bom filme… em breve, certamente ainda nessa semana, irei cumprir meu compromisso e concluir o segundo post deste blog, sobre a TOMADA DE DECISÃO… agora vai… hehehe

thesavages2… bem, eu peguei esse filme menos por indicações, que não as tive, mas mais por um dos atores do elenco, mais especificamente o Philip Seymour Hoffmann, a quem reputo como um dos grandes atores da atualidade, daqueles que basta ver o nome no elenco do filme para que isso já gere a curiosidade de ver o filme… esse foi o caso deste filme, A Família Savage…

… embora feito em Hollywood, esse filme não tem nada de “hollywoodiano”… é um filme cru, sem mocinho ou bandido… o filme mostra de uma forma muito simples dramas da vida de qualquer pessoa… sendo mais específico, o filme retrata a vida de dois distantes irmãos, tanto emocional quanto fisicamente, que se vêem repentinamente chamados para cumprir com uma obrigação em comum: cuidar do pai (Philip Bosco – que rouba a cena no filme) com indício de demência mental… e é a partir desse cenário que se desenvolvem os dramas da Família Savage…

… o filme não é “difícil”, nem tão pouco “fácil”… quem lê alguma sinopse dele até fica com a impressão que ele tem algo de humor-negro ou que é um filme tragi-cômico… não acho que seja nem uma coisa nem outra… um amigo o classificou como um “Pequena Miss Sunshine mais podre”, que até agora foi a melhor definição que lí, pois é mais ou menos aquilo que se vê em Pequena Miss Sunshine, uma família com problemas crus, com o diferencial que na Família Savage não há a “menininha bonitinha” para aliviar… enfim, é um ótimo filme e recomendo a todos…  ;]

… aliás, o que é raro, achei um trailler legendado que pode criar mais interesse no filme que mesmo a minha indicação… hehehe

Abraços!

sábado, 3 de janeiro de 2009

O que estou assistindo - PARTE 2


Como tinha mencionado na primeira postagem, tenho visto muitos filmes, mas tenho tido pouco tempo para atualizar o blog... por isso, nessa postagem vou indicar dois ótimos filmes...

... o primeiro se chama O ESCAFANDRO E A BORBOLETA, que é um primor, e em diversos sentidos... basicamente, esse filme conta a história de Jean-Dominic Bauby, até então editor da revista Elle francesa, após um derrame que o deixou com apenas o movimento do olho esquerdo, o suficiente para que ele pudesse produzir o livro que norteia o filme (sim, é uma história real)...

... diversas são as razões, ao meu ver, para assistir esse filme, mas, sem dúvida alguma, duas saltam aos olhos: 1) a direção, que é um primor... para se ter idéia, creio que o espectador assita o filme durante 30 minutos sem ver o protagonista... na verdade, o espectador tem a clara sensação de ser os olhos e depois o olho esquerdo da personagem... essa sensação é feita sem efeitos mirabolantes e com uma sensibilidade incrível... além disso, as locações, a fotografia, entre outros fatores, ajudam brilhantemente para contar a história do filme;...

... 2) tão logo terminei de assistir ao filme, procurei refletir um pouco sobre a atuação do protagonista, o francês Mathieu Amalric, afinal, o papel de uma pessoa que tenha sofrido um derrame e só tenha o movimento de um olho é uma linha muito tênue entre o brilhantismo e o exageiro/fanfarronice... mas, a bem da verdade, quem assistir o filme perceberá que essa reflexão não é justificável, uma vez que a atuação de Mathieu Amalric é não menos que brilhante... certamente se o filme tivesse sido feito em Hollywood, ou o ator fosse americano, a atuação de Mathieu Amalric receberia o devido valor, pois é sensacional...




… o segundo filme que indico amplamente é BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS... e, por favor, se você tem algum tipo de preconceito quanto à personagens de quadrinhos, procure superá-lo e assista esse filme, que é, sem dúvida alguma, o melhor de todos do gênero, melhor que qualquer X-Men, melhor que qualquer outra adaptação de quadrinhos...

… pessoalmente, nem vou me deter na história do filme, pois o suspense em relação à isso vale apena, especialmente porque esse é um grande filme de suspense...

… e isso também graças à atuação monumental do falecido Heath Ledger, que interpretou o Curinga (embora todos os atores do filme estejam muito bem... acima da média, diria até)... muito antes do lançamento do filme, em janeiro de 2008, se não me engano, lí uma entrevista em que o Jack Nicholson afirmava já ter visto cenas do novo Batman e que a atuação de Heath Ledger era muito superior a sua no primeiro filme da franquia... e é, de fato... e não porque a atuação do Jack Nicholson não tivesse sido ótima, mas sim porque o Curinga de Heath Ledger é colossal, poderoso, carismático, inescrupuloso, enfim, perfeito... antes de assistí-lo, eu achava que somente a atuação dele valia o filme... depois de assistí-lo, ví que o filme todo é muito bom, mas que a atuação vale, na verdade, um Oscar, pois até o momento não ví atuação de ator coadjuvante melhor que a dele...

… enfim, ficam aqui as minhas dicas... espero que agrade... ;]

Abraços!