Hoje estava conversando com o meu irmão, e de repente me dei conta o quanto ele falava a expressão “tomada de decisão”, mesmo que estivéssemos falando sobre algo totalmente pessoal, e não técnico, afinal, “tomada de decisão” é uma expressão comum de administradores, ou seja, meu irmão incorporou ao português dele o “administrês”... hehehe... de qualquer forma, isso não é prerrogativa tão somente do meu irmão, ou mesmo só dos administradores... incorporar expressões técnico-específicas faz parte do cotidiano de qualquer um... eu incorporei o “juridiquês”, assim como toda sociedade incorpora diariamente o “internetês”, e por aí vai... hehehe
... seja como for, o que menos me chamou a atenção foi o “administrês” do meu irmão, mas sim a expressão “tomada de decisão” frente à uma situação que eu estava dividindo com ele... nas primeiras vezes que ouvi essa expressão, talvez sim, o que me chamou mais a atenção foi o “administrês”, mas, no curso da conversa, comecei a procurar abranger o alcance dessa expressão para o objeto da nossa conversa, para aquilo que estava dividindo com ele...
... antes de escrever este texto, resolvi fazer uma busca no Google usando a expressão “tomada de decisão”... bom, disso apareceram trocentas indicações de sites com artigos, livros, textos e etc. de administração... resolvi me atentar para os primeiros sites indicados, e procurar neles definições para o termo, mesmo que não achasse da forma “tomada de decisão é...”, mas, ainda assim, dentro do contexto do artigo ou o que for que aparecesse ao clicar no link indicado pelo Google...
... o primeiro link que cliquei dizia “O PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO” (http://www.professorcezar.adm.br/Textos/O%20processo%20de%20tomada%20de%20decisao.pdf) e encaminhava para um texto no formato .pdf... de cara, dentro de um retângulo, ainda antes do texto em si, encontrei a primeira coisa que procurava dentro do que envolve a “tomada de decisão”... dentro do retângulo tinha a seguinte frase: “PROBLEMA: situação que ocorre quando o estado atual das coisas é diferente do estado desejado das coisas”... sim, eu sei, não se parece em nada com algo que possa definir o que é uma “tomada de decisão”, mas se enquadra perfeitamente na situação que dividia com o meu irmão, ou seja, a “tomada de decisão” parte-fim de um problema em que o estado das coisas está diferente daquilo que desejamos... você já se viu nessa situação alguma vez?...
... bom, retornando ao Google, cliquei no link seguinte que dizia “Processo de Tomada de Decisão” (http://www.ufrgs.br/bioetica/decisao.htm)... lendo um pouco do artigo, encontrei no quarto parágrafo uma citação interessante, qual seja, de que “o processo de tomada de decisão” pode ter as características de “envolvimento, reversibilidade e realimentação”... essas 3 características, em síntese, indicam a necessidade de se verificar 1) o grau de envolvimento frente à situação, se é baixo, médio ou alto; 2) colocar na balança se a decisão pode ou não ser revertida depois; e 3) a possibilidade da decisão ser partida, feita por etapas, sendo cada etapa realimentada pelas informações da etapa anterior, o que nem sempre é possível, para não dizer que quase nunca é...
... por fim, como não poderia deixar de ser, resolvi dar uma olhada no Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Decis%C3%A3o), que normalmente não goza do meu prestígio, até pela forma como são inseridas as informações contidas lá, mas que, curiosamente, trouxe em duas citações aquilo que pontualmente eu procurava: “Chiavenato (1997, p. 710) elucida ao definir decisão como “o processo de análise e escolha entre várias alternativas disponíveis do curso de ação que a pessoa deverá seguir”.”; e “Decidir é posicionar-se em relação ao futuro (Gomes L.; Gomes C.; Almeida, 2006)”...
... você consegue perceber isso em situações da sua própria vida? Eu consigo... e foi justamente por causa disso, de um momento bastante particular que estou vivendo, que fui atrás de elementos técnicos da “tomada de decisão”...
... sabe, e sei que muitos me entenderão, quando se tratam de situações de “envolvimento alto” (estou me reportando às três características do segundo artigo), decidir parece um processo cada vez mais difícil... e vejam bem, só para deixar claro, não estou me reportando à uma questão de relacionamento, que talvez fosse mais fácil pela trivialidade com que isso acontece na vida das pessoas (o que não denota que seja fácil decidir nesses casos, mas sim que não se trata de novidade alguma)...
... aliás, boa palavra essa, “trivialidade”... é justamente por não se tratar de uma situação minimamente “trivial” que acho que fui procurar até mesmo uma ajuda técnica, dentro de uma área de estudo, para poder fazer a minha “tomada de decisão”...
... tomar decisões de “envolvimento alto” também são difíceis porque, normalmente, envolvem alguma carga de responsabilidade, que é um elemento que costuma diferenciar “os meninos dos homens”... se eu tenho medo da responsabilidade que a minha decisão pode significar? Não, nenhum medo, mesmo porque a minha decisão só interferirá na minha vida, não mudará a de mais ninguém... se eu estou pronto para assumir essa responsabilidade? Creio que sim... então, qual é o problema? O problema é o mais simples e o mais difícil de todos: saber o que efetivamente/verdadeiramente/de coração eu quero... e precisa mais que isso? Acho que não... isso por si só já tem me parecido muito... hehehe
... em tempo, aos amigos mais próximos, não se preocupem, a situação a que me refiro não é nada de especial, pelo menos para quem está do lado de fora... hehehe... não envolve nenhuma mudança mirabolante, doença, troca de sexo, nem me tornar um monge budista... este texto é tão somente uma divagação à respeito de uma questão peculiar da vida, que é o “tomar decisões”... portanto, no momento que eu tiver feita a minha “tomada de decisão”, escreverei aqui o “o que foi” e o “como foi”, abrindo o jogo tranquilamente (espero que quando eu fizer isso, ninguém escreva depois “mas era só isso”... hehehe)...
... abraços à todos e até a próxima... ;]