quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Como "operar" uma Operação?

Uma das coisas que costumo fazer quando estou com tempo livre é navegar um pouco pelo Youtube afim de achar algo interessante para assistir... no último dia 30, mais conhecido como ontem, estava fazendo isso e, por acaso, achei uma entrevista do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, concedida no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 22/12/2008...

… para quem ainda não sabe, ou não lembra, o delegado Protógenes Queiroz é um dos protagonistas de uma grande operação da Polícia Federal, chamada Satiagraha (ou Satyagraha), que culminou com o desmantelamento de operações que envolviam o desvio de dinheiro público (sim, o seu e o meu dinheiro), corrupção, lavagem de dinheiro, e, claro, com a prisão de grandes banqueiros, diretores de banco e investidores, sendo o mais conhecido e o grande “mentor” o banqueiro Daniel Dantas...

… como mexer em vespeiro já é algo complicado, decididamente o delegado Protógenes Queiroz poderia dizer que a história da sua vida teve uma virada significativa a partir do dia 8 de julho, quando ele resolveu abrir uma legítima “caixa de Pandora dos dias atuais”, tornando-se, acredite se quiser, violão, e não herói...

… para que esse “fenômeno” tivesse acontecido, ou seja, o verdadeiro herói se tornar vilão, foi preciso assistir “pela telinha do televisor” ameaças do banqueiro Daniel Dantas de “contar tudo”, ainda quando da primeira prisão, o que implicou num movimento nunca antes visto de mídia, do alto escalão do Governo e até do Judiciário, na figura do seu representando maior, o presidente do STF, Min. Gilmar Mendes, para limpar a barra daquele que, e isso já era de conhecimento geral ainda antes da Satiagraha, entrasse eleito, saísse eleito, era sempre uma “figura da direita do Brasil”...

… e, claro, como agir nessa situação? Muito simples, atacando aquele que, subitamente, estava adquirindo o status de herói, ou seja, o “líder” da operação, o delegado Protógenes... para tanto, poucos dias depois da prisão do banqueiro Daniel Dantas, entre outras pessoas, com o auxílio de uma mídia visivelmente “desvirtuada”, para não adjetivar de outra forma, viu-se uma mudança de foco, ou seja, não se especulava mais os crimes cometidos pela quadrilha que tinha sido presa, mas sim 1) o uso indevido de escutas; 2) o uso da mídia no fechamento da operação (entenda-se a prisão dos acusados), que, lembro bem na época, se dizia que era “chocante” ver o ex-prefeito Celso Pita sendo algemado de pijama (chocante foi a concessão de habes corpus, mesmo com mandado de prisão por falta de pagamento de pensão alimentícia, algo grave na nossa legislação, tanto que é uma das poucas hipóteses de prisão na legislação civil brasileira, e, como consequencia do habeas, o paradeiro atual desconhecido do ex-prefeito... isso sim me parece chocante, mas infelizmente “não supreendente”); 3) o desvirtuamento do trabalho do delegado Protógenes, implicando, inclusive, na imposição do seu afastamento da Operação Satiagraha, vendida à sociedade como uma solicitação feita pelo próprio, o que significava que nem mesmo seus pares estavam à favor de delegado; 4) diversas outras “farofadas” como CPI´s midiáticas no Congresso Nacional (a maioria já foi extinta) e etc... muitas dessas “manobras” foram desmascaradas algum tempo depois, mas, como se sabe, a primeira impressão é a que fica, e, portanto, com pouco tempo se conseguiu o que queria, tirar o “herói” do jogo e transformá-lo em “vilão”...

… o que foi escrito até aqui, evidentemente, mescla fatos com opiniões desse que vos escreve, pois acompanhei muito atentamente os passos dados nessa operação, especialmente por conta daquilo que mais me estarreceu, que não foram os crimes cometidos antes, pois esses são, infelizmente, praxe no nosso país, mas especificamente os crimes cometidos depois das prisões, de autoria de pessoas do alto escalão da máquina do Executivo e do Judiciário, contra, em grande parte, ao “herói” dessa história toda, à pessoa que teve coragem de se colocar no “olho do furacão”, porque sim, meus amigos, é “olho do furacão” mesmo, e contra uma das pessoas mais poderosas desse país... não é pouco o significado da Satiagraha e é uma pena que o povo não tenha condições de perceber isso, nem a mídia ajude nessa percepção, assim como ajuda muito o povo a se atentar à “mulheres com nome de fruta” e outras coisas realmente mais importantes...

… outra figura que merece grande destaque é o juiz Fausto de Sanctis, pois, quando foi concedido o primeiro habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, pelo presidente do STF, o Min. Gilmar Mendes,, o juiz confrontou a força da figura máxima do judiciário brasileiro, se manteve firme frente às suas convicções e, como se não bastasse, manteve-se como juiz de primeiro grau, para proferir a sentença de condenação, ao invés de se tornar Desembargador do Tribunal de Justiça, numa manobra inacreditável, poucos dias antes do proferimento da sentença...

… só para explicar à quem não conhece a hierarquia do Judiciário, enquanto juiz, Fauto de Sanctis trabalha perante o primeiro grau decisório do nosso Judiciário... tivesse aceitado a vaga para Desembargador do Tribunal de Justiça, 1) teria sido “promovido”, passando a atuar no segundo grau decisório da Justiça (são 3 graus, no total... para que se tenha idéia, o terceiro grau é representado pelo STF, STJ e TST); 2) e, aceitando a vaga para Desembargador, teria de abrir mão de atuar no processo que, ao final, condenou Daniel Dantas e outros criminosos...

… portanto, minhas saudações ao magistrado Fausto de Sanctis, que optou pelos interesses do país, antes do seu, afinal, esquecí de mencionar, além do status, um Desembargador não tem um salário pouco maior que o de um juiz, mas sim consideravelmente maior... enfim, uma pena que o Brasil deixe passar com facilidade a chance de ter heróis de verdade, e não somente esportistas ou celebridades globais...

… em tempo, quero deixar claro que não acho que qualquer agente que tenha adjetivado aqui como herói seja desprovido de erros e percalços... evidentemente que não... acho que ambos podem e devem ter cometido seus deslizes e eventuais excessos no processo todo, mas não tenho dúvidas de que lado estão, e isso é o que me parece mais importante...

… desta forma, me reportando ao início desta postagem, cada pouco que assistia o programa Roda Viva ficava ainda mais enojado com a forma como os jornalistas presentes procuravam tornar o delegado Protógenes “ainda mais vilão”... por sorte, o delegado se saiu incrivelmente bem em todas as respostas, com uma tranquilidade que, confesso, eu não conseguiria ter... e acreditem, o delegado só conseguiu falar um pouco da Operação Satiagraha, não como “suposto vilão”, mas como um dos “agentes policiais envolvidos”, nos minutos finais do programa...

… seja como for, quem quiser assistir e tirar suas próprias conclusões, segue abaixo o programa Roda Viva de 22/12/2008, dividido em oito partes...
















segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O que estou assistindo - PARTE 1


Antes de mais nada, peço desculpas aos amigos que volta e meia acessam o blog para ver se ele foi atualizado, mas como estou viajando há algumas semanas, tenho tido dificuldades para tanto...

... por outro lado, a demora para atualizar, na verdade, se deu porque eu queria postar o texto-conclusão sobre a TOMADA DE DECISÃO, coisa que enseja mais tempo e reflexão... como eu não estou conseguindo tempo para escrevê-lo, resolví atualizar o blog de outra forma...

... como mencionei antes, eu estou viajando, mais especificamente na cidade dos meus sogros, Chapecó/SC... como é praxe em viagens do gênero nessa época do ano, ainda mais quando o destino não é uma praia, tenho visto muitos filmes... em alguns casos, mais de um por dia... por essa razão, assim como no post que abre o blog, com a sessão "O que estou ouvindo", criada para indicar algumas bandas, músicos ou etc., resolví abrir outra sessão, dessa vez para indicar filmes, documentários, ou etc., e que tem pontapé inicial agora... ;]

... o primeiro filme da "temporada" em Chapecó foi, a pedido da minha namorada, o Mamma Mia!... desde sempre, e não sei o porque, eu não tinha muita vontade de ver esse filme, pressentindo que fosse ruim... de qualquer forma, fiz um esforço e encarei a "empreitada"...

... amigos, o filme é pior do que eu esperava... é chatíssimo, na minha opinião... digo mais, consegue ser farofa, mesmo com ótimos atores, como a Meryl Streep, adorada por muitos, mas que da minha parte não goza do mesmo prestígio... claro, é ótima atriz, mas não mais do que isso, na minha opinião...

... retomando: o filme é tão chato que até a minha namorada não gostou... e friso isso porque muitas pessoas podem achar que o problema seja o gênero do filme, que é um musical, o que não costuma agradar aos homens... confesso que não morro de amores por musicais, mas esse é ruim mesmo, muito inferior, por exemplo, ao Molin Rouge!...

... enfim, eu não recomendo, mas sei que muitos namorados e/ou maridos serão "convidados" a assistirem... hehehe

... de resto, como tenho visto muitos filmes, farei atualizações no blog quase que diariamente... portanto, fiquem ligados, porque diferentemente do filme que comento nesta postagem, o do próximo post é um filme, na minha opinião, imperdível...
Abraços à todos…

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Vamô Vamô Inteeeeer

campeao_sulamericana2008_1

Então, o nome do blog, como todos sabem, é UM POUCO DE TUDO… bom, nada mais justo que fazer uma homenagem ao CAMPEÃO DE TUDO, o meu Internacional, o meu Colorado… hehehe

… a minha intenção não é escrever sobre o jogo, sobre o título da Sulamericana, nem mesmo escrever sobre o recorrente problema da falta de espaço no Beira-Rio para tanta taça… hehehe… quero sim fazer o registro da minha felicidade como torcedor colorado, de um time organizado e inegavelmente vencedor…

Fernando224 … além disso, fazer também o registro dos grandes momentos que tenho passado com o meu irmão Raphael e com o meu grande amigo Fernando, vulgo “Gordinho”… hehehe… o Colorado só tem nos trazido grandes momentos, sempre às voltas de um churras regado à maminha e muita Polar (quer coisa melhor??? hehehe)…

… de resto, e como acho que as imagens são sempre melhores que as palavras (pelo menos as minhas palavras… hehehe)… segue abaixo 2 vídeos para mostrar toda a força do Colorado, seja dentro de campo, com o time, e fora de campo, com a nossa grande torcida… hehehe…

… E DÁ-LHE INTER…

… OOOOHHHH, VAMÔ VAMÔ INTER…

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Tomada de Decisão

Hoje estava conversando com o meu irmão, e de repente me Tomada de Decisão dei conta o quanto ele falava a expressão “tomada de decisão”, mesmo que estivéssemos falando sobre algo totalmente pessoal, e não técnico, afinal, “tomada de decisão” é uma expressão comum de administradores, ou seja, meu irmão incorporou ao português dele o “administrês”... hehehe... de qualquer forma, isso não é prerrogativa tão somente do meu irmão, ou mesmo só dos administradores... incorporar expressões técnico-específicas faz parte do cotidiano de qualquer um... eu incorporei o “juridiquês”, assim como toda sociedade incorpora diariamente o “internetês”, e por aí vai... hehehe

... seja como for, o que menos me chamou a atenção foi o “administrês” do meu irmão, mas sim a expressão “tomada de decisão” frente à uma situação que eu estava dividindo com ele... nas primeiras vezes que ouvi essa expressão, talvez sim, o que me chamou mais a atenção foi o “administrês”, mas, no curso da conversa, comecei a procurar abranger o alcance dessa expressão para o objeto da nossa conversa, para aquilo que estava dividindo com ele...

... antes de escrever este texto, resolvi fazer uma busca no Google usando a expressão “tomada de decisão”... bom, disso apareceram trocentas indicações de sites com artigos, livros, textos e etc. de administração... resolvi me atentar para os primeiros sites indicados, e procurar neles definições para o termo, mesmo que não achasse da forma “tomada de decisão é...”, mas, ainda assim, dentro do contexto do artigo ou o que for que aparecesse ao clicar no link indicado pelo Google...

... o primeiro link que cliquei dizia “O PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO” (http://www.professorcezar.adm.br/Textos/O%20processo%20de%20tomada%20de%20decisao.pdf) e encaminhava para um texto no formato .pdf... de cara, dentro de um retângulo, ainda antes do texto em si, encontrei a primeira coisa que procurava dentro do que envolve a “tomada de decisão”... dentro do retângulo tinha a seguinte frase: “PROBLEMA: situação que ocorre quando o estado atual das coisas é diferente do estado desejado das coisas”... sim, eu sei, não se parece em nada com algo que possa definir o que é uma “tomada de decisão”, mas se enquadra perfeitamente na situação que dividia com o meu irmão, ou seja, a “tomada de decisão” parte-fim de um problema em que o estado das coisas está diferente daquilo que desejamos... você já se viu nessa situação alguma vez?...

... bom, retornando ao Google, cliquei no link seguinte que dizia “Processo de Tomada de Decisão” (http://www.ufrgs.br/bioetica/decisao.htm)... lendo um pouco do artigo, encontrei no quarto parágrafo uma citação interessante, qual seja, de que “o processo de tomada de decisão” pode ter as características de “envolvimento, reversibilidade e realimentação”... essas 3 características, em síntese, indicam a necessidade de se verificar 1) o grau de envolvimento frente à situação, se é baixo, médio ou alto; 2) colocar na balança se a decisão pode ou não ser revertida depois; e 3) a possibilidade da decisão ser partida, feita por etapas, sendo cada etapa realimentada pelas informações da etapa anterior, o que nem sempre é possível, para não dizer que quase nunca é...

... por fim, como não poderia deixar de ser, resolvi dar uma olhada no Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Decis%C3%A3o), que normalmente não goza do meu prestígio, até pela forma como são inseridas as informações contidas lá, mas que, curiosamente, trouxe em duas citações aquilo que pontualmente eu procurava: “Chiavenato (1997, p. 710) elucida ao definir decisão como “o processo de análise e escolha entre várias alternativas disponíveis do curso de ação que a pessoa deverá seguir”.”; e “Decidir é posicionar-se em relação ao futuro (Gomes L.; Gomes C.; Almeida, 2006)”...

... você consegue perceber isso em situações da sua própria vida? Eu consigo... e foi justamente por causa disso, de um momento bastante particular que estou vivendo, que fui atrás de elementos técnicos da “tomada de decisão”...

... sabe, e sei que muitos me entenderão, quando se tratam de situações de “envolvimento alto” (estou me reportando às três características do segundo artigo), decidir parece um processo cada vez mais difícil... e vejam bem, só para deixar claro, não estou me reportando à uma questão de relacionamento, que talvez fosse mais fácil pela trivialidade com que isso acontece na vida das pessoas (o que não denota que seja fácil decidir nesses casos, mas sim que não se trata de novidade alguma)...

... aliás, boa palavra essa, “trivialidade”... é justamente por não se tratar de uma situação minimamente “trivial” que acho que fui procurar até mesmo uma ajuda técnica, dentro de uma área de estudo, para poder fazer a minha “tomada de decisão”...

... tomar decisões de “envolvimento alto” também são difíceis porque, normalmente, envolvem alguma carga de responsabilidade, que é um elemento que costuma diferenciar “os meninos dos homens”... se eu tenho medo da responsabilidade que a minha decisão pode significar? Não, nenhum medo, mesmo porque a minha decisão só interferirá na minha vida, não mudará a de mais ninguém... se eu estou pronto para assumir essa responsabilidade? Creio que sim... então, qual é o problema? O problema é o mais simples e o mais difícil de todos: saber o que efetivamente/verdadeiramente/de coração eu quero... e precisa mais que isso? Acho que não... isso por si só já tem me parecido muito... hehehe

... em tempo, aos amigos mais próximos, não se preocupem, a situação a que me refiro não é nada de especial, pelo menos para quem está do lado de fora... hehehe... não envolve nenhuma mudança mirabolante, doença, troca de sexo, nem me tornar um monge budista... este texto é tão somente uma divagação à respeito de uma questão peculiar da vida, que é o “tomar decisões”... portanto, no momento que eu tiver feita a minha “tomada de decisão”, escreverei aqui o “o que foi” e o “como foi”, abrindo o jogo tranquilamente (espero que quando eu fizer isso, ninguém escreva depois “mas era só isso”... hehehe)...

... abraços à todos e até a próxima... ;]

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O que estou ouvindo - PARTE 1

O que estou ouvindo - OPÇÃO 2 Alguns amigos sabem, outros ficarão sabendo agora, mas a minha banda, a Sulfuria (www.myspace.com/sulfuria), está em fase final de gravação de uma nova DEMO, que terá 4 músicas e se chamará LA SANGRE...

... o curioso desse processo todo é que muitas pessoas pensam que ele começa não muito antes do início da gravação, quiça num ensaio em que os caras se olham e dizem "vamos compor algo pra gravar?"... a bem da verdade, não é isso... nem perto disso... hehehe

... o material desta DEMO começou a ser trabalhado durante a gravação da DEMO anterior, a MONDO DEMENTIA... portanto, o que pretendo apresentar à banda, em breve, vem sendo trabalhado desde o início desta gravação...

... e como isso começa? No meu caso, ouvindo bastante música e reciclando bastante os meus ouvidos em relação às músicas que estão sendo gravadas, porque as ouvimos muito para gravar, mixar e masterizar... então, inegavelmente o melhor caminho é começar ouvindo coisas definitivamente bem diferentes...

... um cara muito bom, que descobrí na parte musical do programa Late Show with David Letterman (passa no canal pago GNT, à 1h da manhã), chama-se Terrence Howard... quem fizer uma busca no Google-Imagens provavelmente notará que já viu algum filme com ele (eu recentemente o ví em O Homem de Ferro)... mas, diferentemente de alguns atores que tentaram uma inserção na música, Terrence Howard é realmente um cara muito bom... ele faz um som bastante moderno, flertando inteligentemente com diversos gêneros musicais, o que agrada muito aos ouvidos... recomendo amplamente aos amigos que procurem conhecê-lo...

... dentre algumas bandas que estou ouvindo, uma, em especial, estou procurando ouvir com outros ouvidos, certamente mais maduros que da época em que ouvia essa banda, o Alice in Chains, no início dos anos 90, quando estourou o movimento grunge (sim, eu usava bermudão, camisa de flanela, cabelo comprido... mas tomava banho regularmente... hehehe)... o Alice in Chains é uma banda muito boa, realmente muito boa mesmo... na minha opinião, uma banda até subestimada, porque 1) tirando o Pearl Jam, nenhuma banda "grunge" conseguiu sair de trás da cortina da fama do Nirvana; e 2) por causa do rótulo, pois, ao meu ver, é simplista dizer que o Alice in Chains faz grunge e ponto...

... na minha opinião, sim, o Alice in Chains tem muitos elementos do grunge, mas, ouvindo melhor todo o material da banda, é perceptível ali uma grande banda de rock... aliás, uma grande banda de rock, com um grande vocalista e um ótimo guitarrista, coisa rara em qualquer banda, ainda mais nas surgidas nos últimos, sei lá, 5 anos... o guitarrista, Jerry Cantrell, ainda segue com a banda, apesar do falecimento do vocalista Laney Stanley, em 2002, e está entre um dos guitarrista mais solicitados no mainstream gringo... enfim, quem não conhece, e especialmente quem não ouve a banda há algum tempo, minhas recomendações para procurar ouvir o máximo de material possível... uma dica? Procure o “Acústico MTV” da banda, certamente um dos três melhores que já ouví... ;]

Abraços e até a próxima...